O Fairplace Brasil, site brasileiro de empréstimos entre pessoas, interrompeu suas operações no dia 15 de dezembro porque está sendo investigado pela Polícia Federal. A PF instaurou um inquérito em novembro para apurar se a empresa está agindo como instituição financeira, apesar de não ter autorização. A investigação foi pedida pelo Ministério Público Federal, que por sua vez foi acionado pelo BC (Banco Central) e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em agosto.
O site, que começou a funcionar em abril, diz que já viabilizou R$ 1,8 milhão em empréstimos, a juros médios de 3,45% ao mês.
Como os recursos dos investidores emprestados via Fairplace passam por contas da empresa, a companhia precisa de autorização do Banco Central. Para o diretor do Fairplace, Eldes Mattiuzzo, isso não é necessário porque o site não usa o dinheiro: “A empresa recebe os recursos e repassa diretamente”.
Nascido em 2005, o modelos de negócios conhecido como “peer-to-peer lending” tem tido problemas com autoridades em diversos países. O americano Prosper, por exemplo, ficou fechado por nove meses entre 2008 e 2009 e gastou US$ 4 milhões para se enquadrar nas regras da SEC (a CVM americana). A consultoria Gartner prevê que US$ 5 bilhões serão emprestados por meio dessas empresas em 2013.
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